Lula é um blefe. Não só politicamente, mas também pessoalmente. Tal qual num jogo de poker, o ex-presidente foi sempre aumentando a aposta e se especializando em confundir os adversários. Ao fim de cada partida, o prêmio sempre veio. Foi assim quando entrou no sindicalismo, também nos anos em que disputou as primeiras eleições presidenciais e depois quando chegou à presidência da república. Sempre aumentando o blefe e sem encontrar um adversário à altura, Lula acabou ocupando um espaço muito maior do que as cartas permitiam.

Como sindicalista, o petista fingiu ser um trabalhador sofrido, que defendia os injustiçados. Cresceu na vida simulando se importar com as causas que defendia, enquanto sua preocupação estava mesmo nas coisas mais baixas – nos prazeres mesquinhos – e nos seus próprios interesses financeiros. Encontrou no PT o contexto e o ambiente ideais para desenvolver seus talentos de charlatanismo, e continuou sua ascensão rumo ao cargo mais importante do país.

Na Câmara Federal, fingia ser o mais ético dos homens públicos do Brasil, ficando famoso por se opor a tudo e a todos. Foi candidato à presidência da república em 89, 94 e 98, utilizando-se não só desse discurso da ética e da moralização na política, mas também da barba mal feita, dos ternos de pobre e do coitadismo para fingir um sofrimento que ele não mais experimentava, pois havia se tornado célebre entre a elite intelectual e financeira, e há muito tempo frequentava as melhores festas e os melhores restaurantes.

Para eleger-se em 2002, mudou o discurso e foi vendido como “Lulinha paz e amor” – alguém que tinha deixado o radicalismo de lado e abandonado os antigos planos de autoritarismo. Na posse, foi aclamado como o “primeiro operário na presidência” (que de operário não tinha nada; era apenas um vagabundo bem de vida), tendo sua eleição marcado então a chegada do “povo ao poder” (Outra grande mentira; o que Lula representava mesmo era o seu partido e algumas organizações internacionais).

Quando veio o Mensalão, Lula apresentou ao mundo o seu blefe mais famoso, conhecido como “eu não sabia de nada”. Conseguiu a reeleição em 2006 e em 2010 criou seu blefe mais tosco, popularmente conhecido como Dilma, “a gerente”, competente apenas para quebrar o país e falar coisas sem sentido.

O rei da mediocridade reinou por muitos anos e dominou até mesmo seus adversários (Serra, Aécio e cia), que diante do mito criado em torno dele agiam como subordinados, elogiando e pedindo desculpas ao rei Lula. Com todos os golpes bem aplicados durante 30 anos, criou-se em torno do petista uma áurea de invencibilidade. Criou-se o mito de que ele e seus indicados seriam imbatíveis em qualquer eleição. Até hoje esse mito perdura, e causa pânico nas vítimas a cada nova pesquisa eleitoral fajuta ou discurso inflamado de Lula para uma platéia paga.

A realidade mostra um PT totalmente fragilizado, com derrotas acachapantes nas eleições municipais do ano passado e com metade do partido na cadeia. Mostra também uma rejeição gigantesca a Lula, demonstrada no fato de que ele não consegue sequer comer num restaurante ou viajar num vôo comercial sem ser achincalhado pela população, e que só consegue aplausos quando está discursando para a sua claque. Apesar de tudo isso, muitos ainda nutrem um medo desproporcional ao real poder do ex-presidente. É com isso que Lula conta para mais uma vez blefar, para outra vez dizer que vai ter que concorrer em 2018 para “salvar o país”, “para proteger os mais necessitados” e etc.

Lula é uma grande mentira e, como toda mentira, uma hora se revela. É o que vem acontecendo nos últimos anos. Felizmente, sobretudo pelo trabalho da “Lava-Jato”, o verdadeiro Lula vem sendo revelado e a maioria da população já sabe que ele não passa de um velho canalha, mentiroso e ladrão.

O verdadeiro Lula é aquele sujeito inacreditável que transforma o velório da esposa em comício. É o que fala que vai se eleger em 2018 para perseguir os procuradores da “Lava-Jato”. É o velho fragilizado e acuado diante do juiz Sérgio Moro, na audiência da última quarta-feira. O leão de outrora é nada mais do que um gato rabugento, que diante da verdade das provas e dos depoimentos apresentados tenta rugir como o rei da selva, mas só consegue revelar ainda mais o seu desespero.

Como num jogo de poker, o blefador começa a perder as fichas e a se desesperar quando um jogador melhor percebe a malícia e o desmascara. Sérgio Moro é esse oponente à altura (superior, na verdade) que Lula nunca teve. Calmo, sereno, ele vai ganhando as fichas e enfraquecendo o jogador espertalhão. Os outros jogadores da mesa somos nós, o povo brasileiro. Vamos seguir acreditando (acuados) nos blefes de Lula ou vamos partir para o ataque e esgotar todas as suas fichas?

Sobre o Autor

Sávio Mota

Sávio Mota é Diretor de Comunicação do Instituto Borborema, editor do Homem Eterno, jornalista e assessor de marketing. Cidade: Campina Grande-PB.

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